PI registrou 210 adoções desde 2019, mas sem casos de crianças e adolescentes com deficiência física ou intelectual
PI registrou 210 adoções desde 2019, mas sem casos de crianças e adolescentes com deficiência física ou intelectual Kid Junior/Sistema Verdes Mares No Piau...
PI registrou 210 adoções desde 2019, mas sem casos de crianças e adolescentes com deficiência física ou intelectual Kid Junior/Sistema Verdes Mares No Piauí, 210 crianças e adolescentes foram adotados entre 2019 e 2026, segundo o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). Nenhum deles tinha deficiência física ou intelectual. Os dados mostram as dificuldades que esse público enfrenta para conseguir uma família no estado. No Dia Estadual da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta terça-feira (9), o g1 apresenta dados sobre a situação de crianças e adolescentes com deficiência no Piauí. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) mostram que, entre as 210 adoções registradas desde 2019 no Piauí, cinco crianças tinham problemas de saúde não informados. Além disso, uma criança com doença infectocontagiosa foi adotada. Mesmo assim, nenhuma delas tinha deficiência física ou intelectual. Vídeos em alta no g1 Atualmente, o estado tem 55 crianças e adolescentes disponíveis para adoção. Desses, seis (10,9%) têm deficiência física e intelectual, e três (5,5%) têm deficiência intelectual. Em todo o Brasil, foram registradas 33.559 adoções. Destas, 645 foram de crianças com deficiência intelectual (1,9%), 286 de crianças com deficiência física (0,8%) e 180 de crianças com deficiência física e intelectual (0,5%). Especialista aponta capacitismo e idealização de perfis na sociedade Segundo a advogada Laura Nascimento, especialista em Direito da Saúde e Direito das Pessoas com Deficiência, os números baixos refletem as dificuldades enfrentadas por esse público e o capacitismo na sociedade. "Quando observamos esses dados, percebemos que a deficiência ainda é vista por muitas pessoas como um obstáculo para a construção de vínculos familiares", iniciou. Laura, que também é mãe atípica, afirma que expectativas irreais sobre a adoção dificultam o processo, principalmente para crianças e adolescentes com deficiência. "O que muitas vezes afasta os pretendentes é o medo do desconhecido e a falta de informação. A deficiência não define uma criança. Ela possui sonhos, afeto, personalidade, desejos e capacidade de desenvolver relações familiares como qualquer outra", completou a especialista. "É preciso incentivar uma cultura de adoção baseada no acolhimento, não em perfis idealizados", diz especialista Para Laura, é preciso ampliar o debate sobre adoção inclusiva para mudar esse cenário. Ela defende que a sociedade priorize o acolhimento, e não perfis idealizados de crianças e adolescentes. "Muitas famílias que adotaram crianças com deficiência relatam experiências profundamente transformadoras. A adoção é, antes de tudo, um encontro de afetos”, completa. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube